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15/07/2007 a 21/07/2007 10/06/2007 a 16/06/2007 27/05/2007 a 02/06/2007

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Créditos

 

Dor

1º episodio

 

 

- Passa o casaco!

Viro e me deparo com um rapaz franzino de 1.70 de altura, branco, descendência latina apontando para mim um revolver 38 cano curto. Acho que foi o susto q me fez prestar a atenção a tantos detalhes em uma fração de segundos. Ele me aborda em uma transversal a minha rua, a qual nem lembro o nome, perto de elevada que conduz ao centro da cidade, aquela mesma perto do parque verde histórico. Poxa! Era só o que faltava, já estava, eu, chegando em casa, um JK em uma rua famosa por seus diversos bares de variados conceitos e tipos que atendem todos os públicos da cidade. É! Até aqueles que você está pensando. Meus vizinhos são estudantes de faculdade, republica por aqui é o q não falta.

Tinha acabo de dispensar uma bonita mulher, um pouco vulgar sem suas roupas, que te deixaria louco. Fui gentil. Poderia manda ela longe, mas minha educação sempre prevalece, não sou nenhum estúpido, agradeci a sua gentileza e sorri amigavelmente. Parei para tomar drinque, espantando o frio após fechar a galeria de arte que tenho com uma amiga. Sabe! Não que a bonita mulher não fosse realmente sexy e atrativa, mas como dizia uma amiga minha: falta alguma coisa. Mas por fim ela não se abateu. Antes de uma nova investida, levantei pegando a conta a pagar. Da galeria ao bar é rápido, do bar a minha casa mais ainda, por isso q sempre caio nesse buraco, ate de folga. Vou sempre a pé, refresca o mente olhar o movimento, mas prefiro passar desapercebido. Deixo minha moto descansar dos meus 90 quilos e 1,80 de altura e economizo também gasolina que ta pela hora da morte. Por fim dobro a esquina e bem junto à banca de revistas esse franzino me para ao passar. Deveria ter reparado o sei olhar pra minha surrada jaqueta de couro de brechó antes que fosse tarde demais.

- Vamos “rapá” não ouviu direito? Ou quer que eu desenhe em o maricas?

- Isso deve fazer estrago. Aponto para a arma, minhas mãos longe da cintura, estou tão próximo que poderia puxar-lhe pelo colarinho. Vou arriscar!

- Oh maluco! Ta de nóia? Ele terminou sua intimidação e seu sua mão é empurrada pela minha fazendo disparar para o auto o revolver. Antes que pensasse em lutar eu já tinha colocado minha outra mão em sua face. Agora ele retorce como muitos já fizeram ao apresentar-lhes dom, o dom da dor. Sua arma não dispara ao cair no chão. Possível ser aquela a única bala, talvez a que poderia fechar meu ultimo ato nesse palco. Acho que alguém gritou, não prestei a atenção. Deixei, ele, catatônico, pelo horror que lhe mostrei, caído no chão e segui o caminho para casa com a típica enxaqueca que sinto de quando faço essas coisas. Reparo alguns olhares pra mim, alguém correndo até ele, mas até agora de todas as vezes que usei isso nada aconteceu além de me xingarem.

:: Postado por Carlos Soney às 06:14:28 PM
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Até que esta tranqüilo para uma noite de “quarta-bêbada” a minha rua. Moro encima de um bar temático da era de prata dos quadrinhos com desenhos nas paredes e tudo, com som típico da época alem de trilhas sonoras dos seriados. A porta da entrada do prédio emperra como sempre, mas a imobiliária já sabe muito bem disso tudo.

- Bob, cheguei, amore mio! Jogo no canto meus all-stars surrados sem desamarra ao tirar, cumprindo meu ritual de chegada, ascendo um incenso indiano perto da cama com o mesmo fósforo que acendi a bagana do meu ultimo charutinho sabor chocolate. Quando ligo o fogão com a água para o café, bob aprece de seu esconderijo. Uma linda gatinha preta que adotei quando ela era filhote logo após de ser abandonada no parque aqui perto. Seu pelo macio e curto enrosca em minhas pernas implorando comida e atenção. É assim sempre, basta ir mexer em comida que ela sai debaixo de alguma toca de revistas velas ou da cama. Dei esse nome a ela porque pensei que esse pequeno incomodo em forma de gato fosse macho quando a peguei na rua. Mas sua primeira visita ao veterinário acabou com essa ilusão, porem, mantive o nome porque Bob não tem gênero. Sirvo nosso jantar, estrogonofe pra mim e ração com molho pra ela.

Lá vai meu celular tocar no meio do meu jantar e do meu filme de terror, “uma noite alucinante” adoro ver o principal sofrer. Olho a tela do celular após pausar o filme. É minha amiga e sócia, Vanessa, deve ter brigado com o namorado de novo, é uma tonta, mulher adora sofrer mesmo, é pior que artista em meio de uma criação. Atendo! Bingo acertei na mosca. Ela está raivosa, menos mau porque da ultima vez dava pra sentir as lagrimas escorrendo pelo telefone. Acalmo-a e explico que estou jantando, mas que logo terminaria, tomaria um banho e partiria para a casa dela onde poderíamos conversar sem nós arrependermos da conta de telefone no final do mês. Ela ri, isso é um bom sinal. Digo lhe para ir preparando os lanches que eu levo os filmes e os vinhos, duas garrafas na verdade. Escolho alguns DVD’s de shows de rock que tenho, pq de tragédia já basta a q eu vou ter que ouvir da boca dela.

“Esse negocio é perigoso, foi feito para cair” é voz de minha mão em minha cabeça toda vez que dou ignição na moto. Já faz oito anos que tudo aconteceu. Meus pais e irmã mortos enquanto dormiam, o incêndio tomou nossa casa do subúrbio da cidade rapidamente. O que me dói q eu não consigo lembrar de nada do incidente. No ano seguinte ao do incêndio que descobri que podia fazer o que fiz com o rapaz que me abordou mais cedo. Sabe! Todos tem demônios internos, mas eu tenho o poder de ver, sentir e interagir com os meus, não é loucura, mas me deixa louco. Após aquele ano descobrir como usar meus temores, meus demônios internos, para captar e mostrar todo os sentimentos e sofrimentos que as pessoas causam e mostrar-lhes em imagens perturbadoras direto em sua mente. Isso os deixa sem reação por alguns segundos e os de mentes mais fracas tende a enlouquecer, por alivio próprio nunca matou ninguém. “Esse negocio é perigoso, foi feito para cai” essa frase corre minha mente logo após um ônibus cotar minha frente depois que entrei na avenida principal fazendo meu corpo sair como um projétil para o canteiro do meio. Não me apresentei ainda: Sou Ney Souza, sou artista-plástico dono de uma galeria e tinha 28 anos.

:: Postado por Carlos Soney às 06:02:38 PM
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